As técnicas

Em realidade cada peixe corresponde  a uma ou varias t√©cnicas de pesca, isso em fun√ß√£o dos diversos crit√©rios que s√£o a esta√ß√£o, o n√≠vel das √°guas, o sector pescado, e a comida local. Tamb√©m os aconselh√°ramos tornar-se aos cap√≠tulos dedicados √†s esp√©cies onde cada caso e encarado individualmente, mesmo se existir uma certa const√Ęncia na maneira de proceder.

A mosca sobre este tipo de agua √© uma pesca de provoca√ß√£o. Ser√° necess√°rio saber suscitar a agressividade do predador, propondo-lhe imita√ß√Ķes ou sugest√Ķes do que constitui o seu card√°pio habitual ou ocasional, indo solicit√Ę-lo a mesmo o esconderijo  ou  posto de vigil√Ęncia dele. Os peixes est√£o raramente a espreita, a excec√ß√£o naturalmente das esp√©cies de grande porte como o pirarucu ou o tarp√£o que alem de um certo tamanho n√£o conhecem outros predadores do que as grandes lontras da Amaz√īnia ou os jacar√©s. Sera necess√°rio naturalmente tomar em conta os param√™tros que s√£o a intensidade da ensola√ß√£o, a temperatura ambiental, a tonalidade da agua, tantos fatores combinados as vezes √† influ√™ncia das mar√©s em zona litoral. Mas, todos estes dados s√£o universais, independentemente das latitudes sobre os quais opera-se. Um predador permanece um predador, qualquer que seja o local onde se  arremessa  sua linha. Nada parece mais como um esconderijo de carn√≠voro do que um outro esconderijo de carn√≠voro. As madeiras mortas, as folhagens, os maci√ßos de grama, as escava√ß√Ķes sobre a riba, as rochas s√£o esconderijos comuns aos todos os peixes ca√ßadores do globo. Que um predador esteja escondido sobre ra√≠zes de salgueiro ou de mangue, isso n√£o representa diferen√ßa notaria.

 arremesso numa praia do rio Negro

Tem que saber que na Amaz√īnia, o peixe predador de agua doce √© extremamente agressivo,  sem duvida  mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Os ataques  quase sempre acontecem de repente, porque ao deixar o tempo dum rel√Ęmpago o seu esconderijo para as esp√©cies ditas solit√°rias ou abandonando temporariamente a protec√ß√£o colectiva dos seus congeneres, para as esp√©cies ditas greg√°rias, √© tomar o risco de ser comido por uma outra esp√©cie ou por um semelhante maior, pois aqui como em todos lugares selvagens do planeta, o canibalismo √© a regra. Em resumo, a sobreviv√™ncia reside seja numa imobilidade absoluta, seja no mimetismo.

Neste meio, qualquer comportamento anormal ou excepcional √© controlado ou aniquilado automaticamente por todas esp√©cies de arbitres e garis do rio, entre os quais as piranhas s√£o as mais famosas. E sem duvida o que explica as raz√Ķes pelas quais uma isca recolhida rapidamente gera mais ataques do que uma isca que se move devagar com uma hesita√ß√£o fingida. Voc√™ assistira raramente o espet√°culo dum carnivoro seguindo lentamente a sua imita√ß√£o antes de engoli-la, mas quase sempre ataques-rel√Ęmpago de peixes saindo de nenhum lugar. Isso √© particularmente verdadeiro em meio biogenicamente pobre e acido como podem ser as √°guas escuras cor de coca ou quase-pretas do rio Negro, onde a fraca abund√Ęncia de peixe-forragem torna qualquer peixinho extraviado fora do seu quadro de refer√™ncia numa oportunidade alimentar que sobre-tudo n√£o se deve deixar escapar.

Trata-se duma pesca de prospec√ß√£o met√≥dica dos postos e outras manifesta√ß√Ķes de actividade dos predadores na superf√≠cie. A mosca se torna uma verdadeira concorrente do " bait casting" com streamers e poppers cujas a√ß√Ķes, apar√™ncias, volumes, cores n√£o s√£o sem evocar as iscas artificiais. Em efeito,  todos lugares onde se pode praticar o " baitcasting", se pode praticar a mosca e reciprocamente. N√£o √© raro, alem disso assistir ao espect√°culo de um " mosqueiro" e de um " baitcaster", operando de concerto sobre um mesmo barco, numa perfeita coordena√ß√£o. 

 

 

 


 

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